Para contextualizar um pouco, os transístores são o componente base de qualquer processador e funcionam como “portas” que permitem deixar ou não passar corrente eléctrica, funcionando também como amplificadores de sinal. Foram inventados na década de 50 por John Bardeen, Walter Houser Brattain e William Bradford Shockley sendo que essa invenção valeu-lhes um simpático prémio Nobel. A sua montagem e configuração faz com que seja possível dar vida a um processador e dotá-lo de capacidade para processar.
E o que há assim de tão novo nos 3D Tri-Gate? O conceito é muito simples mas ainda não tinha sido implementado: em vez de arrumar os transístores uns ao lado dos outros, estes novos transístores podem ser empilhados na vertical, reduzindo o espaço ocupado e provocando (no bom sentido) um aumento de 37% de desempenho e uma redução de consumo eléctrico na ordem dos 50%. Isto para além de ajudar a produzir processadores mais baratos. Só coisas boas portanto.
Segundo Mark Bohr os “ganhos de desempenho e economias de energia destes transístores não se comparam a nada do que vimos até aqui”. Entusiasmante.
Ao que tudo indica os primeiros processadores a incluirem este novo tipo de transístores poderão ser já os Ivy Bridge de 22nm. Resta ver se nós, consumidores, iremos realmente notar uma significativa diferença no desempenho e gasto energéticos. Se a Intel cumprir com as promessas, a coisa promete. E muito.
Texto Original em: REVOLUÇÃO DIGITAL
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